domingo, 8 de maio de 2011

...Estações

Hoje acordei e a luz do Sol não entrava pelas frestas de minha janela - Ao invés do calor, quando abri a janela, vi um dia nublado, dos menos desejáveis por aqueles não muito hábeis a se adaptar. Eu ao contrário da maioria sei aproveitar todas as estações e um céu cinzento e, para alguns, sufocante não é o suficiente para me intimidar. O vento era frio e vesti roupas pesadas - que davam uma sensação de proteção; como uma fogueira numa noite fria. As árvores, desfolhadas ou então de folhas amareladas, tinham sua beleza, uma beleza agradável aos olhos de quem sabe como olhar. Uma beleza que não perdia em nada para as flores e suas explosões, multicoloridas, de vida, da época do verão. Cada dia com sua cor, cada época com sua atmosfera. Não se pode esperar que o clima seja sempre igual. As estações vem e vão - passam por nós, e nós por elas. Minha manhã foi tão alegre como qualquer outra e a visão do outono tão privilegiada quanto a dos mais belos verões ou das mais coloridas primaveras. Talvez o segredo seja a indistinção da beleza. A abertura da mente a visões atípicas. Reconheço que gosto dos dias frios, dos dias cinza - Os sabores parecem mais acentuados e o tempo parece correr devagar - para que nós o olhemos e o entendamos, o apreciemos. Não discordo daqueles que preferem os dias quentes (embora estes não me agradem), ou mesmo os que se sentem bem nos dias chuvosos. Minha opinião se mantém, os dias frios e cinzentos de outono são a época feita para mim, mas quando eles se vão e vêm o calor escaldante ou a chuva torrencial não se pode reclamar. Tem-se que viver e fazer o que se pode com aquilo que se tem e assim se viverá bem.



- André Walker -

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