Como cães raivosos, a imagem da ira vestida de cinza. Sempre alerta, sempre de olhos abertos, olhos que olham, mas não veem. Fiéis a uma razão que não existe, obstruindo o caminho daqueles que caminham livremente. Vozes que gritam aos céus, como a voz da própria justiça... Justiça que não é justa o bastante pelo simples fato existirem aqueles que tentam instituí-la.
- André Walker -
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
domingo, 20 de novembro de 2011
É também isso a vida, alimentar-se do amor que floresce até mesmo nas trevas. Se sentir em casa, dentro de si mesmo, até quando o mundo se torna uma selva. Quando você guarda um pouco de si, seguro, em algum lugar, para quando se perder saber sempre onde se encontrar. É uma luta desarmada, buscar pela leveza numa realidade que é tão pesada. Num mundo, onde os cada riso é um tesouro, onde os risos rareiam porque achamos que a real fortuna é o ouro. Às vezes não sei onde estou, porque a maldade engana, mas no fim, sei sempre para onde vou porque no escuro do mundo há sempre alguém que te ama e o Sol nunca se apaga, porque o amor, para sempre, alimenta sua chama.
- André Walker -
- André Walker -
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Além da gota d'agua...
Entre todas as atitudes atrozes e desprezíveis dos governos em vários sentidos e em várias áreas, essa certamente é a pior. Vocês já devem estar cientes do movimento "Gota d'agua" que visa interromper as obras de construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. Além do notório impacto ambiental há a questão dos territórios indígenas. Os povos indígenas estão sendo expulsos como ratos, expulsos de uma terra que lhes pertence, que é deles por direito.
O que dá a essas pessoas o direito de fazer isso? Quem deu o poder a essas pessoas de decidir pela vida daqueles que chegaram aqui muito antes? Belo Monte é um erro, um crime... Esses povos merecem mais respeito. Eles estão resistindo, como podem, mas infelizmente não sei até quando.
O que dá a essas pessoas o direito de fazer isso? Quem deu o poder a essas pessoas de decidir pela vida daqueles que chegaram aqui muito antes? Belo Monte é um erro, um crime... Esses povos merecem mais respeito. Eles estão resistindo, como podem, mas infelizmente não sei até quando.
Por uma janela eu vejo o mundo lá fora e faço parte do mundo sem fazer. Um dia já estive preso à roda, mas as coisas mudam, dias se vão enquanto outros dias vêm. E eu sou como uma árvore no outono, deixo que as folhas amarelas caiam, e que o vento leve embora tudo aquilo que não serve mais. Eu olho pela janela e esqueço de tudo aquilo de que os inquietos sem lembram, esqueço a própria inquietação. Espero pacientemente pelo que me pertence, ainda que eu não saiba o que é, pego apenas o que é meu! Não vendo meus sonhos, e fujo daqueles que vendem, não me aproximo deles, os mercenários na terra do nunca... À minha frente há várias estradas, são muitos os caminhos, mas meu guia é um só, é aquela voz que fala por dentro daqueles que sabem ouvir...
- André Walker -
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Alimentar-se
Nos dias de hoje eu observo as pessoas e vejo que muita delas não são, ou não estão, realmente felizes. Tudo é tão dinâmico, a competição por um "lugar ao Sol", por sucesso financeiro, profissional e social é tão violenta que muitas vezes as pessoas se esquecem de alimentar outras questões em suas vidas. É tão culturalmente exigido que nós consigamos e atinjamos determinadas coisas que acabamos não tendo tempo, espaço, disposição para realizar o que realmente queremos. Quem nunca quis escrever um livro? Eu por sorte, por vontade, e por esforço consegui. Quem nunca quis viajar para um lugar distante? Quem nunca quis mostrar algum talento que tenha ao mundo? Muitas pessoas passam pela vida sem ter, de fato, realizado os desejos mais doces, as vontades mais verdadeiras para se sustentar num modo, num estilo de vida cada dia mais cinzento.
- André Walker -
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Me incomoda muito quando alguém se propõe a vir até aqui, simplesmente para, popularmente dizendo ENCHER O SACO. Você pode não concordar, pode não gostar do que for escrito, mas não precisa imbecilizar seu comentário, sabe?
Havia outro post no lugar deste, mas como o Sr. Cleber, costumeiramente faz o favor de vir até aqui ocasionalmente para fazer um comentário de mal gosto eu o removi e escrevi isso. Por imbecis como esse que às vezes tenho vontade de desativar esse blog, e se alguém ai souber como se bloqueia uma pessoa inoportuna, me ensine, por gentileza.
- André Walker -
Havia outro post no lugar deste, mas como o Sr. Cleber, costumeiramente faz o favor de vir até aqui ocasionalmente para fazer um comentário de mal gosto eu o removi e escrevi isso. Por imbecis como esse que às vezes tenho vontade de desativar esse blog, e se alguém ai souber como se bloqueia uma pessoa inoportuna, me ensine, por gentileza.
- André Walker -
sábado, 29 de outubro de 2011
Hiatus
Como alguns de vocês devem saber eu sou escritor (em início de carreira).
Estava trabalhando em minha segunda publicação quando, há dois dias, alguém propositada e criminosamente destruiu meu computador com toda minha obra dentro. Por isso, amigos, amigas, vou me afastar do blog por algum tempo até que eu consiga reparar os estragos, em relação ao meu texto, será quase impossível reescrever em 4 meses o que demorei 1 ano para fazer.
Vejo vocês assim que possível.
- André Walker -
Estava trabalhando em minha segunda publicação quando, há dois dias, alguém propositada e criminosamente destruiu meu computador com toda minha obra dentro. Por isso, amigos, amigas, vou me afastar do blog por algum tempo até que eu consiga reparar os estragos, em relação ao meu texto, será quase impossível reescrever em 4 meses o que demorei 1 ano para fazer.
Vejo vocês assim que possível.
- André Walker -
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Rock in Rio com dinheiro público
O absurdo maior vem agora, segundo a reportagem, após a aprovação da renúncia fiscal, funcionários ligados ao convênio e autoridades do ministério ainda ganharam passe livre para o festival, que durou por seis dias entre o fim de setembro e início de outubro.
Moral da história: se você não foi, pagou; se foi, pagou dobrado.
(Matéria original: Radio Webroots, Veiculação site "Wiplash Rock" :http://whiplash.net)
(Matéria original: Radio Webroots, Veiculação site "Wiplash Rock" :http://whiplash.net)
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Ainda existe isso!
Por William Cardoso (Jornal da tarde)
O muro da Escola Municipal de Ensino Infantil (Emei) Guia Lopes, no Limão, na zona norte de São Paulo, foi pichado durante o fim de semana com a frase “vamos cuidar do futuro de nossas crianças brancas”, acompanhada da suástica nazista. Para a diretora do colégio, Cibele Racy, foi uma reação às ações pela igualdade racial.
A Emei tem 430 alunos, de 4 a 6 anos, divididos em classes do ensino infantil 1 e 2. Durante este ano, as questões raciais têm sido discutidas com as crianças, como parte do projeto pedagógico. A festa junina, por exemplo, teve motivos afro-brasileiros. “Foi um sucesso total. Trouxemos comidas e aspectos culturais da África. Tenho vários depoimentos de pais mostrando toda a aceitação”, diz.
Segundo a diretora, apesar de bem-recebido, o projeto pode ter despertado reações negativas. “Essa pichação teve um endereço certo. Não foi aleatória. Mexemos numa ferida muito profunda e eu estava até preparada para alguma reação, mas não dessa maneira.”
A diretora diz ter ficado surpresa com a manifestação racista. “A escola foi aberta ontem (domingo) para a eleição do conselho tutelar. Quando fui embora, por volta das 19h, passei pelo muro lateral e vi o que estava escrito. Fiquei espantada. Hoje pela manhã já chamei os professores para discutirmos o que seria feito.”
Cibele pretende registrar um boletim de ocorrência ainda hoje, mas não só isso. Pretende convidar os pais de alunos para um bate-papo com integrantes de movimentos pela diversidade racial, durante uma reunião pedagógica no período noturno, no dia 10.
Além disso, os alunos serão convidados a remover dos muro os símbolos de intolerância, mas de uma forma divertida. “Vamos dizer que sujaram a escola e que precisamos dar um jeito naquilo. As crianças estarão livres para pintar o que desejarem. É uma forma de eliminar completamente essa marca lamentável. O que merece publicidade é o que tem sido feito de positivo aqui.”
Todos os anos, em novembro, o colégio faz uma passeata temática do lado de fora dos muros. A diretora diz que, no próximo mês, a igualdade racial será o tema da manifestação.
Professora de psicologia da educação da Universidade de São Paulo (USP) Silvia Colello diz que o projeto surtiu efeito, daí a reação. “Foi tão eficiente que as vozes contrárias não conseguiram se calar.”
Silvia diz também que apagar o muro com o desenho das crianças é algo positivo. “A diretora está dizendo que vai responder de forma pacífica, lutando pela igualdade. Vamos cobrir as marcas da violência com nossa mensagem, com desenhos, com o que temos a dizer.”
Segundo a professora, na faixa etária dos alunos da Guia Lopes ainda não há manifestação de racismo. “A criança pequena que é branca brinca com a negra sem problema. A discriminação é algo socialmente adquirido.”
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